Corre menino! Chama o Marcelo
Diz que o mar invadiu o castelo
Castelo de cera, será que vai cair?
Pega a mala, a bala, a vida e se apronta pra sair
Quanto de água existe lá fora
No mar do mundo de gente que chora?
Que chora, que olha, que espera e sente
Quanto de tudo de fora existe na gente
O castelo caiu, muita gente a se unir
Vá correndo menino o Marcelo chamar
Que esse mar não espera um menino crescer
A maré já baixou, muita gente a sorrir
Da realidade que veio ao menino contar
Que apoiado no outro é preciso viver
(Oficina Literária Nestlé, Mococa – 2002)